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A seca e o milho

27/04/2009 12:00

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O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass, considera insuficientes as medidas anunciadas pelo governo Yeda para minimizar os estragos causados pela estiagem nas lavouras de milho do Estado. Na Fenamilho, no último domingo (26), Yeda disse que o governo vai subsidiar 40% da dívida dos agricultores familiares com o programa Troca-Troca. "A governadora parece não ter noção do tamanho do estrago. Se conversasse com os agricultores saberia que o Estado precisa oferecer subsídio total ou, no mínimo, uma garantia de rebate proporcional à perda de cada um", defende Bohn Gass.

O líder petista avalia como inócuo, também, o anúncio de Yeda de ampliação em 30 dias do prazo para o pagamento da parcela do programa. "Historicamente, o pagamento era feito em 30 de maio. Foi este governo que encurtou o prazo, trazendo-o para 30 de abril. Voltar para a data anterior, então, não chega a ser um benefício aos agricultores. É, muito mais, o reconhecimento de um erro."

Bohn Gass salienta que o milho é uma cultura fundamental no Rio Grande do Sul porque está na base da produção de alimentos. Assim, segundo o deputado, além de melhorar as medidas emergenciais em função da estiagem, o governo Yeda deve fazer o anúncio imediato da liberação de novas sementes dentro do programa Troca-Troca. "Se quiser fazer alguma coisa concreta pelos agricultores familiares, Yeda não pode ficar esperando que a chuva chegue antes das sementes".

Nesta segunda-feira (27), Bohn Gass esteve reunido com produtores familiares no município de Três Passos e, no final de semana passado, participou de um encontro promovido pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em Palmeira das Missões, de onde seguiu para visitas em propriedades familiares na região da Grande Santa Rosa. "Falei com agricultores de quase 100 municípios e ouvi lideranças sindicais, prefeitos e vereadores destas três regiões. A conclusão é uma só: a seca precisa de respostas imediatas".

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