Cadastra-se para receber notícias
Nós vamos construir um hospital

30/04/2009 12:00

Tamanho da fonte

Quando o povo quer, ninguém domina, dizia o jingle do candidato Lula em 2006. O povo quis. E Lula é o presidente mais bem avaliado da história. É por acreditar no poder da vontade popular manifestada que afirmo: não vai demorar muito e o Rio Grande do Sul verá nascer um novo hospital público na macro-região compreendida entre os municípios de Palmeira das Missões e Frederico Westphalen. Formei esta convicção porque tenho participado ativamente da mobilização e dos seminários que as comunidades daquela região vem relizando para organizar a construção de um hospital que atenda, pelo SUS, demandas de média e alta complexidade e que ofereça, ainda, serviços de pronto socorro e tratamento intensivo.

Prefeitos e vereadores das mais diversas siglas superam diferenças partidárias e estão juntos neste propósito. Patrões e empregados integram, com o mesmo entusiasmo, a comissão pró-hospital. A estes, somam-se representantes das universidades e das mais variadas organizações da sociedade civil. O resultado desta união de esforços é que qualquer um dos membros da comissão tem, na ponta da língua, resposta para qualquer pergunta que se faça sobre o hospital. Quanto vai custar? R$ 100 milhões. Que especialidades terá? Clínica médica e cirúrgica, ortopedia, pediatria, psiquiatura, obstetrícia e ginecologia. E UTI? Na primeira fase, 25 leitos para tratamento intensivo. Quantas pessoas serão beneficiadas? O público potencial de usuários do SUS nos 72 municípios abrangidos pela macro-região é de 400 mil pessoas. Haverá leitos suficientes? De imediato, o Hospital Regional deve dispor de 180 leitos mas, logo na segunda fase, mais 250 serão oferecidos. Quem vai pagar tudo isso? Ora, os governos, afinal, é deles a obrigação de garantir assistência à saúde da população.

Para quem não viu, como eu vi, aquele povo todo reunido e não sentiu a garra com que eles estão engajados nesta proposta, o Hospital Público Regional pode parecer apenas um sonho. Mas a UERGS não era também, apenas um sonho? E o Seguro Agrícola, quantas vezes foi taxado de delírio antes de virar realidade? E a Universidade Federal da Fronteira, recém criada por Lula, quem acreditava que a região Norte gaúcha teria uma faculdade pública já em 2009?

Acontece que assim como a força da mobilização já garantiu que estudos técnicos fossem feitos por especialistas da área da saúde, a viabilização dos recursos se dará por gente capacitada. Como? Ora, uma mobilização de 400 mil pessoas é capaz de abrir qualquer cofre, esteja ele nas prefeituras, no Piratini ou no Planalto. O que quero dizer é que muitos outros como eu, cerrarão fileiras ao lado dos homens e mulheres de Palmeira, Frederico, Palmitinho, Planalto, Pinhal, Boa Vista, Inhacorá, Redentora, Vista Alegre, Taquaruçu, Caiçara, Planalto, Novo Barreiro, Ametista, Jaboticaba, Sarandi... e, juntos, vamos fazer nascer o hospital. Eu acredito.

Elvino Bohn Gass é deputado estadual, líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa

Compartilhe:

  • Facebook
  • Share on Twitter