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Feijó afirma, Bordini nega. Um deles mente

18/05/2009 12:00

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Ou o vice-governador, ou o vice-presidente do Banrisul, um dos dois está mentindo. Esta é a constatação óbvia a partir do noticiário deste último final de semana. Paulo Feijó, o vice-governador, afirma que mandou 25 mil reais em dinheiro vivo ao tesoureiro de campanha de Yeda, atual vice-presidente do Banrisul, Rubens Bordini, que negou ter recebido o dinheiro. Um, é o segundo na hierarquia do poder gaúcho; o outro, o segundo na maior instituição financeira do Estado.

É um momento trágico pois se o vice-governador estiver dizendo a verdade, todo o sistema financeiro tem razões para se preocupar, afinal, o vice-presidente de um banco estará, então, acobertando um crime. Se for o contrário, o povo gaúcho terá eleito um vice-governador que não merece confiança.

A contradição só reforça a necessidade de CPI. Uma coisa é responder perguntas de repórteres, por telefone. Outra, é ser indagado por vários deputados que conhecem fatos e circunstâncias que, nem sempre chegam à imprensa.

Muito sinceramente, minha tendência nesta polêmica é dar mais crédito à versão do vice-governador Paulo Feijó. Este, ao menos, já declarou que está disposto a comparecer à CPI e contar tudo o que sabe. Sua fala é lógica e guarda coerência com outras informações que me chegam. Pelo que ouvi do Bordini até agora, não tive a mesma impressão. A propósito, será que ele se dispõe a comparecer à CPI se ela for instalada?

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