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Corrupção

02/06/2009 12:00

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O líder da bancada do PT, Elvino Bohn Gass, acredita que há "uma ligação lógica" entre os resultados aferidos pela pesquisa realizada pelo Instituto Fato, por encomenda do jornal Zero Hora, sobre a visão dos gaúchos sobre a crise política no Rio Grande do Sul. De acordo com o levantamento, 79% dos pesquisados são favoráveis à instalação de uma CPI para investigar denúncias de corrupção no governo do Estado. Ao mesmo tempo, apenas 2,1% acreditam na Assembleia Legislativa. "Se a imensa maioria quer a CPI e a Assembleia não faz, é evidente que a descrença no parlamento se dá porque ele está completamente descolado dos anseios da sociedade", frisou.

Na avaliação do parlamentar, a Assembleia não pode passar a imagem de convivência com denúncias de corrupção. "Ou fazemos a CPI e oferecemos uma resposta ao povo gaúcho ou a Assembleia vai continuar sem a confiança de 98% da população", apontou.

Chantagem

Na tribuna, Bohn Gass classificou de chantagem as declarações do deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) contrárias a abertura da comissão parlamentar de inquérito. O peemedebista afirmou, durante entrevista na última sexta-feira (29), que "muita gente que talvez até tenha assinado a própria CPI vai aparecer o nomezinho dela altamente implicado." Para o líder do PT, "Padilha deve provar o que insinuou de maneira sórdida ao generalizar a suspeita sobre todos os deputados estaduais."

No final da manhã desta terça-feira (2), Bohn Gass cobrou do Colégio de Líderes, sem sucesso, uma reação formal da Assembleia às declarações do deputado federal. "Não podemos adotar aqui o mesmo comportamento da governadora, que foi acusada de manter uma quadrilha no Piratini, e não reagiu", argumentou.

O petista acredita, ainda, que o recado de Padilha não foi para os que assinaram o pedido de instalação da CPI, mas para os que não assinaram ainda. "Ele não se dirigiu aos 17 que já assinaram o pedido, mas aos demais deputados numa tentativa de intimidá-los para que não completem o número mínimo de signatários exigido pela lei", finalizou.

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