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Corrupção

13/07/2009 12:00

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O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa considera preocupante a forma com que a governadora vem encarando as denúncias que pesam sobre sua administração. Segundo Elvino Bohn Gass, Yeda Crusius "nega a realidade e opta por transformar o PT em bode expiatório para a crise". O deputado se refere ao fato de a governadora ter responsabilizado o ministro da Justiça, Tarso Genro, pelo vazamento de informações relativas a investigações comandadas pelo Ministério Público Federal. "A governadora precisa recuperar o equilíbrio e responder com lógica as denúncias que pesam sobre o seu governo. Não há nada mais requentado do que culpar o PT ", aponta.

Bohn Gass argumenta que a tática de apontar responsáveis fora do Palácio Piratini não "para em pé", uma vez que a maioria das denúncias de irregularidades partiu de dentro do governo ou figuras próximas da governadora. "A administração tucana não consegue passar uma semana sem ser bombardeada por uma nova denúncia, via de regra, lançada por um integrante do governo, como é o caso do vice-governador, ou por alguém próximo, como o ex-ouvidor da Segurança, Adão Paiani, o coordenador da campanha da governadora Lair Ferst e, agora, pela viúva do ex-secretário Marcelo Cavalcante", enumera.

Na avaliação do líder petista, a instabilidade política no Rio Grande do Sul está chegando ao seu limite, com a queda de 22 secretários em 30 meses e com uma paralisia sem precedentes no Executivo. "O governo está catatônico. De mãos atadas, não dá conta das demandas corriqueiras e está cada vez mais distante de propor qualquer ação estratégica para Rio Grande do Sul", analisa.

Para Bohn Gass, Yeda precisa "parar de dar tapas ao vento" e encarar a gravidade das denúncias. "Do contrário, a própria governadora estará selando a sua sentença", conclui.

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