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Compra da casa

13/08/2009 12:00

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Para o líder da bancada petista na Assembleia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass, a contradição entre os advogados para explicar o empréstimo de Walna Villarins Meneses à governadora é um forte indício de que a história da casa está realmente mal contada. "Yeda tinha contratado um advogado para explicar a compra da casa, o que já é estranho. Agora, o outro advogado, que vai defendê-la na ação de improbidade, desmentiu o primeiro. Ficou mais estranho", disse. Bohn Gass lembrou, também, que a própria governadora, em abril de 2008, reconheceu que havia feito um empréstimo para ser pago em 12 parcelas com o objetivo de completar o valor da casa. "Temos, então, três versões para o mesmo fato", concluiu.

As bancadas oposicionistas já haviam decidido, desde ontem, apresentar nova representação ao Ministério Público Estadual (MPE) pedindo a reabertura da investigação sobre a compra da casa da governadora por conta das transcrições das ligações telefônicas entre Lair Ferst e Marcelo Cavalcante, em que o ex-assessor da governadora informa que a casa custou R$ 1 milhão e não R$ 750 mil, como sustenta Yeda. A nova contradição reforça a intenção dos deputados. "Agora, tem mais um motivo para a reabertura do caso pelo MPE. A sociedade exige esclarecimentos", sustentou.

A reunião com a procuradora geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, que estava marcada para esta sexta-feira (14), às 11h15, foi adiada para a próxima segunda-feira (17), às 17h, na sede do Ministério Público Estadual, na rua Aureliano de Figueiredo Pinto, 80/14º andar – torre sul.

Solidária

Bohn Gass comentou, também, a denúncia do Ministério Público Federal contra 19 agentes públicos e privados que estão sendo responsabilizados por fraudes em obras de engenharia e em programas sociais na prefeitura de Canoas durante a gestão tucana. O deputado lembrou que o principal acusado, o ex-secretário de Governo da prefeitura de Canoas, Chico Fraga, também estava envolvido na fraude do Detran e mantém relações muito próximas com a governadora, a ponto de ter sido um dos seus interlocutores na montagem do governo. "Esse senhor, sabe-se agora, intermediava audiências da governadora e despachava no gabinete da Walna, a assessora que empresta dinheiro para a governadora. O ciclo está se fechando", avaliou.

Para o petista, tudo isso faz parte do objeto da CPI da corrupção, que deve desvelar as relações entre os vários esquemas de corrupção em curso. "É evidente que há relações entre os agentes e os fatos da operação Solidária e da operação Rodin", sustentou.

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