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CPI E IMPEACHMENT

14/08/2009 12:00

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Esta sexta-feira, dia 14 de agosto, foi um dia e tanto...
Começou com notícias de que o governo Yeda ordenou à Brigada Militar que agisse como se fosse a polícia nazista. Sim, a primeira coisa que ouvi no rádio hoje de manhã foram comentários sobre o fato de os ônibus que se dirigiam à Capital com pessoas que participariam do protesto contra a governadora, estavam sendo parados na estrada e todos os ocupantes revistados. Comportamento muito semelhante teve a polícia de Hitler contra os judeus...

Brigada engarrafou a BR - A ordem de Yeda foi cumprida a risca e revistas acintosas e demoradas começaram a ser feitas nos passageiros do ônibus ainda na BR-116. O resultado foi um brutal engarrafamento na principal via de acesso a Porto Alegre. E a Polícia Militar, que deveria ajudar a cuidar do trânsito, foi responsável por um baita empecilho.

Proibição absurda - Não bastasse isto, a Brigada Militar ainda recebeu ordens para recolher todos os cartazes e faixas que contivessem expressões agressivas. Um completo absurdo que colocou o Comandante Trindade numa saia justíssima: perguntado por André Machado, da rádio Gaúcha, como procederiam os policiais se algum manifestante reproduzisse num cartaz as acusações feitas pelo Ministério Público Federal contra a governadora, Trindade saiu-se com esta "pérola": - A manifestação dos procuradores não pode ser tomada como verdade absoluta. Ao que, então, sinto-me autorizado a concluir que se o Comandante Trindade houvesse sabido antes que os procuradores acusariam Yeda e fazer parte da quadrilha que roubou o Detran, teria invadido a sede do Ministério Público Federal e prendido todo mundo...

Um grande ato - Apesar de tudo, o ato foi um sucesso com milhares de pessoas em frente ao Palácio Piratini demonstrando sua insatisfação com a permanência de Yeda como governadora. Já disse e vou repetir: na minha opinião, ela não tem mais a menor legitimidade para continuar governando o Estado. Nunca, antes, na história, um governador do Rio Grande do Sul foi acusado de fazer parte de uma quadrilha.
Ressalte-se que apesar do fortíssimo aparato policial em volta dos manifestantes, apenas um incidente foi registrado: um manifestante que respondeu às provocações de uma meia dúzia que insistia em defender Yeda, acabou detido pela Brigada Militar. E aí, mais uma bobagem cometida pelos policiais: o rapaz foi levado à força para dentro do Palácio Piratini como se a sede do governo gaúcho fosse uma espécie de ante-sala do presídio. Houve quem dissesse que é, mas isto é outro assunto...

No leito da Duque... Quando o ato terminou, o que se viu talvez tenha sido o pior de tudo: o grupinho de "yedistas", com bandeirinhas do PSDB, ocupou o leito da Avenida Duque de Caxias, em frente ao Piratini, para defender a governadora. E a Brigada Militar, antes tão preocupada em conter os que gritavam "Fora Yeda" e em impedi-los de chegar sequer próximo do Palácio, nada fez para retirar o grupelho pró-governo que estava no meio da rua, à a poucos metros das portas do Piratini.
Profundamente lamentável que Yeda esteja usando uma corporação tão importante como a Brigada Militar para tentar calar aqueles que, indignados com o comportamento patético e suspeito da governadora, pedem o seu impeachment.

Vem aí a CPI -Por falar nisso, a sexta-feira teve, ainda, outra importante notícia: a Assembléia Legislativa aceitou o pedido para a criação da CPI da Corrupção. É uma vitória do povo gaúcho. Vamos à CPI com toda a disposição de tornar transparente toda a roubalheira de que estamos sendo vítimas. E, na medida das nossas possibilidades, exigir a punião dos ladrões e o ressarcimento do dinheiro roubado dos cofres públicos.

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