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Bohn Gass diz que pacote de medidas contra estiagem é importante mas insuficiente e defende "guarda-chuva" de políticas para convívio com a seca

13/01/2012 12:28

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Bohn Gass diz que pacote de medidas contra estiagem é importante mas insuficiente e defende "guarda-chuva" de políticas para convívio com a seca

Dezembro de 2011: Bohn Gass reuniu Embrapa e Fepagro para que, juntos, organismos de pesquisa agropecuária federal e estadual, possam ampliar a oferta de orientações aos agricultores (na foto, o presidente da Fepagro Danilo dos Santos, o deputado e Waldir Stumpf, Diretor de Transferência Tecnológica da Embrapa)

 O pacote de medidas que o Governo Federal anunciou para combate aos prejuízos da seca no Estado é, para o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS),  "importante, mas insuficiente". Ele vê como positivo o pagamento de mais de um bilhão de reais do seguro agrícola e a disposição manifestada pelo governo de melhorar a prevenção com ampliação da pesquisa para o setor agropecuário.  "A recorrência de estiagens não é mais novidade para ninguém. Então, devemos desenvolver condições que nos permitam conviver com a seca. Isto, segundo Bohn Gass, exige a oferta de políticas mais perenes por parte dos governos e uma mudança de cultura por parte dos agricultores.

“Necessitamos de uma espécie de guarda-chuva de políticas que abrigue prevenção, orientação e atendimento. Viabilizar aos produtores condições para que armazenem água em suas propriedades, ampliar o seguro mesmo para quem não financiou o custeio e desenvolver pesquisas que orientem mais adequadamente os plantios, é tarefa dos governos. Saber exatamente quando e o que plantar contratando, sempre, o seguro agrícola, é a parte que cabe aos agricultores" resume o deputado.


Em nível estadual, Bohn Gass vem atuando para ampliar a pesquisa agropecuária direcionada às dificuldades causadas pela seca - em dezembro do ano passado, promoveu um encontro inédito entre todas as unidades da Embrapa da região Sul com a Fepagro e a Emater - e entende que esta é uma das soluções mais eficazes de que a agricultura pode dispor.

“Temos excelência em pesquisa de produtividade mas devemos direcionar nossos esforços também para a busca de culturas mais resistentes e ampliar os estudos climatológicos e meteorológicos para oferecer alternativas diversificadas aos nossos produtores”.

Bohn Gass alerta que as intempéries fazem com que muitos agricultores desistam de trabalhar na terra. “Mas é obrigação do poder público manter a atividade agrícola garantindo renda a quem não conseguiu colher sua produção.”

Desde o mês de novembro, quando as previsões meteorológicas já indicavam que poderia haver mais uma estiagem no Rio Grande do Sul, Bohn Gass vem mantendo reuniões com os ministérios e secretarias estaduais levando as pautas dos sindicatos e movimentos sociais do campo e buscando verbas e ações para auxiliar os agricultores.

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