Cadastra-se para receber notícias
Bohn Gass cobra coerência de governistas para que PL da Economia Solidária siga à votação em plenário

08/08/2010 01:07

Tamanho da fonte

 O líder da bancada petista, deputado estadual Elvino Bohn Gass espera que os deputados da base do governo Yeda dêem acordo para que o projeto de lei que institui uma política de fomento à Economia Popular Solidária seja votado o mais breve possível. O projeto, de iniciativa popular, venceu as exigências legais no Legislativo gaúcho, que abrangem a tramitação e aprovação da matéria nas Comissões de Participação Legislativa Popular, de Constituição e Justiça e de Economia e Desenvolvimento. No entanto, segue na dependência de um acordo no Colégio de Líderes para que, enfim, siga a plenário. "E são exatamente os deputados governistas que se negam a fazer o acordo para liberar o projeto", reclama Bohn Gass.

O PL institui uma Política Estadual de fomento à Economia Solidária no RS. A proposta, de iniciativa popular, foi apresentada há dois anos, inspirada em projeto idêntico de Bohn Gass, que chegou a ser aprovado em plenário, mas foi vetado pelo ex-governador Rigotto, que teve o seu veto mantido porque os deputados da base do governo mudaram os votos que haviam dado. "Com a aprovação do PL, a Economia Solidária passaria a ter o reconhecimento formal necessário por parte do Estado para que os trabalhadores e trabalhadoras do setor tenham acesso a ações de capacitação, crédito e pesquisa, por exemplo", explica o deputado.

            Bohn Gass acredita que a criação de um marco legal para a Economia Solidária permitirá que mais empreendimentos sejam consolidados em suas áreas de atuação, como ocorreu à Cooperativa de Costureiras "Unidas Venceremos". Criada em 1996, com o apoio substancial do então prefeito de POA, Tarso Genro, a Univens produz vestuário para escolas, indústrias e sindicatos, além das coleções próprias de camisetas, vestidos e agasalhos. A entidade, que surgiu como uma oportunidade para incluir mulheres com dificuldades de inserção no mercado de trabalho formal, hoje tem sede própria e gera renda para 25 famílias. "O caminho dos empreendimentos solidários costuma ser difícil porque, embora partam de um novo modo de fazer economia, enfrentam os obstáculos do mercado convencional. É nesse sentido que atua o PL, para que o Estado garanta aos empreendedores solidários as mesmas condições de resistência dos empreendedores formais", detalhou o parlamentar.

Para que o acordo de Líderes seja construído, Bohn Gass espera uma mudança de postura por parte dos deputados da base governista. "Recentemente houve candidato de partido que apóia o governo jurando que defende o Cooperativismo. Pois bem, aí está a chance de mostrarem que o apoio não é de ocasião. Cedam o acordo! Permitam que a Economia Solidária conquiste o devido reconhecimento", provoca o deputado.

 

Compartilhe:

  • Facebook
  • Share on Twitter