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Governo vai agir para regular importação de leite uruguaio, diz Pimentel a Bohn Gass

13/03/2012 09:30

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Governo vai agir para regular importação de leite uruguaio, diz Pimentel a Bohn Gass

Foto de Laércio Nochang - Pimentel recebe deputados da Comissão do Leite da Câmara

            O governo Dilma vai agir para regular a importação descontrolada de leite em pó uruguaio em território brasileiro. Este foi o compromisso do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, aos deputados da Subcomissão do Leite da Câmara Federal. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2012,  10 mil toneladas de leite em pó uruguaio entraram no Brasil. Assim que tomou conhecimento desses números apresentados pelo vice-líder da bancada do PT na Câmara, deputado Elvino Bohn Gass,  Pimentel garantiu que o governo vai entrar em cena para que se estabeleça com o país vizinho, uma relação equilibrada. “Nossa preocupação é defender a indústria nacional e a cadeia do leite é de grande importância para o Brasil", disse o ministro.

            Bohn Gass considerou positiva a ideia de Pimentel de envolver os ministérios da Agricultura (MAPA) e Desenvolvimento Agrário (MDA) no tema. “O ministro está corretíssimo. Os ministérios que desenvolvem políticas para o leite devem ser parceiros na luta para evitar que os produtores brasileiros sejam  prejudicados por uma importação desmedida.” O vice-líder petista usou como exemplo a situação dos agricultores familiares gaúchos que, segundo ele, já foram muito prejudicados pela seca e que, agora, assistem a renda escassear por conta da queda no preço do leite em função das importações. “O Rio Grande do Sul é um grande produtor de leite, mas desse jeito, vamos falir os agricultores. Isto precisa ser estancado imediatamente”, afirmou Bohn Gass.

            Além do leite em pó, a entrada de outros produtos como soro, queijos, leite longa vida embalado e até leite in natura, também preocupa os deputados da Comissão do Leite da Câmara.  “O que queremos é que o Governo Federal nos ajude a sensibilizar os produtores uruguaios e que consigamos estabelecer, com eles, uma relação nos moldes do que ocorre com a Argentina, ou seja, que tenhamos quotas  de importação. E que isso seja respeitado”, manifestou Bohn Gass ao ministro. Pimentel sugeriu que o MDIC, a Comissão do Leite, o MAPA e do MDA monitorem, a partir de agora, as importações e que realizem ações conjuntas no sentido de barrar o verdadeiro tsunami de leite uruguaio no país. Uma nova reunião com os três ministérios e a Comissão do Leite deve acontecer nos próximos dias, quando então será traçada a estratégia brasileira. “O acordo se dá em nível privado, mas os governos podem, sim, ajudar”, finalizou Bohn Gass.

João Manoel de Oliveira – maneco1313@gmail.com – (61) 9303 0591

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