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Bohn Gass: “Proibir sabor no cigarro diminui vício entre jovens e não compromete indústria

16/03/2012 06:36

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Bohn Gass: “Proibir sabor no cigarro diminui vício entre jovens e não compromete indústria

            Apenas dois deputados federais gaúchos - Elvino Bohn Gass (PT) e Luiz Carlos Heinze (PP) – foram chamados, na última quinta-feira (15/3), para uma reunião com o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano. O objetivo era detalhar a decisão tomada pela agência de proibir o uso de sabores no cigarro. Representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Fumo (Abifumo), também participaram do encontro organizado pela Assessoria Parlamentar do Ministério da Saúde.

            Segundo Bohn Gass, o presidente da Anvisa justificou a medida alegando que a adição de sabores é o modo mais eficaz que a indústria tem para fazer com que jovens e adolescentes adquiram o vício de fumar. “Não quero que meu filho seja atraído por um sabor de chocolate ou menta e acabe se tornando um dependente de uma droga pesadíssima como a nicotina. Por isso, aplaudo a medida.”

            O parlamentar ressalta que a Anvisa manteve a possibilidade de adição de açúcar no processo de fabricação do cigarro. “Houve compreensão de que a proibição do açúcar comprometeria fortemente a produção brasileira de tabaco e, se isto acontecesse, os maiores prejudicados seriam os pequenos produtores. Assim, a agência optou por tentar diminuir o número de novos fumantes o que, convenhamos, já é uma grande coisa.”

            A ideia de combater, paulatinamente, o uso de tabaco no Brasil agrada Bohn Gass. “O Sistema Único de Saúde gasta bilhões em tratamentos de pessoas que adoeceram por serem fumantes. E muitos dos que recebem tratamento, ainda assim acabam morrendo.” O deputado diz, ainda, que nem ele, nem o Governo Federal desconhecem os reflexos do combate ao fumo na renda dos produtores. “Não faremos nada que amplie a pobreza no campo. Os fumicultores podem estar certos de que o Governo dará a eles o tempo necessário para que se adaptem às novas medidas e continuará buscando alternativas para quem produz.”

João Manoel de Oliveira – maneco1313@gmail.com – (61) 93030591

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