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Definidas as obras prioritárias na Grande Santa Rosa, Missões, Celeiro e Noroeste Colonial do RS

15/03/2011 12:29

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Chamado por Bohn Gass, Jeferson, Burmann, Loureiro e Classmann, secretário Beto Albuquerque disse quais as estradas podem ser feitas ainda em 2011

As comunidades das regiões Grande Santa Rosa, Missões, Celeiro e Noroeste Colonial já sabem, agora, quais são os critérios que vão orientar o cronograma de obras em estradas durante o governo Tarso Genro: primeiro, serão concluídas as já iniciadas em governos anteriores; em segundo lugar, serão feitos os acessos asfálticos dos municípios que não dispõem de nenhuma ligação pavimentada; depois, virão obras que se justifiquem pela combinação das necessidades sociais e econômicas. Os critérios foram expostos na tarde de segunda-feira (14/3) pelo Secretário Estadual de Infraestrutura e Logistica, Beto Albuquerque, em audiência pública no auditório da Unijuí, em Santa Rosa. "Herdamos uma dívida de R$ 150 milhões. Até março, já teremos pago cerca de R$ 110 milhões e nossa meta é retomar as obras, a pleno, a partir de abril. A realidade é que ainda temos 106 municípios sem acesso asfáltico e esta deve ser a prioridade," afirmou o secretário. A audiência pública foi promovida pelo deputado federal Elvino Bohn Gass (PT) em conjunto com os deputados estaduais Jeferson Fernandes (PT), Gerson Burmann (PDT0, Adroaldo Loureiro (PDT) e Aloísio Classmann (PTB) e serviu para que o secretário indicasse quais são as estradas que, por atenderem os critérios, devem ter obras ainda este ano: Santo Ângelo/Catuípe, Nova Candelária, Chiapeta/Inhacorá, Novo Machado/Tucunduva, São Jose do Inhachorá e Boa Vista do Cadeado. "Algumas outras obras, segundo o secretário, só poderão ser feitas depois de concluídas as negociações com o BNDES. O Governo do Estado busca um financiamento da ordem de R$ 1bilhão e 200 milhões com o banco. A expectativa é de que antes do final do ano, o dinheiro chegue aos cofres públicos e, então, devem ser incluídos trechos em Porto Vera Cruz, Sede Nova, Inhacorá/Alegria, Ubiretama, Nova Ramada, Rolador e Pirapó. Outras, como Vista Gaúcha/Barra do Guarita por exemplo, ainda poderão ser incluídas," explica o deputado Bohn Gass.
FRENTE A FRENTE COM 70 MUNICÍPIOS "O Governo Tarso dá exemplo de transparência ao explicar às comunidades o que é, e o que não é possível fazer. Tivemos 70 municípios representados e todos saíram com a certeza de que estão tratando com um governo sério. Houve espaço para a apresentação de antigas e novas demandas e o secretário admitiu que algumas poderão ser incluídas no cronograma se o Estado for bem sucedido nas negociações que vem travando com o BNDES e o Banco Mundial," disse o deputado Jeferson Fernandes. Conforme Beto Albuquerque, as regiões representadas na audiência pública são importantes para a produção do Estado. Eler mencionou o caso da estrada de Salgado Filho que está em fase de recontratação e que, portanto, não será incluída na fase prioritária mas pode vir a ser feita ainda no período do Governo Tarso. Citou, também, o caso da estrada de Garruchos que, segundo ele, poderá ser viabilizada por uma negociação com o Ministério de Minas e Energia já que o município terá uma barragem e pode receber a estrada como compensação ambiental. A estrada Porto Lucena/Porto Xavier, segundo Beto, já tem 42% de seu trecho concluído e, por isso, também poderá vir a ser incluída entre as prioritárias. "Em várias outras obras faltam trechos grandes e, portanto, de alto custo. E não adianta recomeçar uma obra sem que eu saiba se vou ter dinheiro para terminá-la." Esta preocupação do secretário em não criar novas ilusões para as comunidades foi a marca da audiência pública. Ele voltou a lembrar que o governo Yeda abriu muitas frentes de obras que, de ante-mão, sabia que não poderiam ser concluidas. "Abrir 200 frentes de obras é jogar dinheiro fora. Isso nós não vamos fazer garantiu Beto. O secretário agradeceu aos deputados pela oportunidade de, coletivamente, explicar às comunidades a situação das estradas. "Eu prefiro assim, mesmo que tenha que dizer não a algum prefeito. Nosso Governo não vai usar critérios aleatórios nem políticos para fazer as estradas como aconteceu no governo anterior. Para que vocês tenham uma ideia, se hoje eu quisesse concluir todos os acessos asfálticos, precisaria de R$ 886 milhões. E este dinheiro não existe". Apesar das dificuldades financeiras, Beto informou que o Governo do Estado não está conformado. "Vamos ser criativos e vamos trabalhar muito. O fato de o Brasil ser sede da Copa do Mundo de 2014, por exemplo, pode ser um modo de conseguirmos investimentos para os nossos aeroportos de Santa Rosa e santo Ângelo,"informou. Ao final, o deputado Bohn Gass avaliou como muito positiva a audiência e anunciou que deve repetir a experiência trazendo à região os organismos responsáveis pelas estradas federais.

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