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Bohn Gass vota “não” à Reforma Política da Câmara que mantém doação empresarial e rejeita cota para mulheres

08/07/2015 08:25

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Bohn Gass vota “não” à Reforma Política da Câmara que mantém doação empresarial e rejeita cota para mulheres

- Na avaliação do deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), a segunda votação da Reforma Política na Câmara Federal resultou em um texto com mais retrocessos do que avanços. Para o parlamentar gaúcho, a manutenção, no projeto, das doações empresariais de campanha representa a perda de uma grande oportunidade “para retirar, de vez, o poder do dinheiro sobre a política”. Como este item, em especial, foi alvo de destaque, ainda poderá ser votado novamente na semana que vem (votação do destaque marcada para dia 14). Mas Bohn Gass não mostra otimismo: “Já pudemos perceber que a maioria aqui na Câmara gosta da ideia de ser financiada pelos ricos e que o discurso da indignação contra a corrupção é da boca pra fora. Se fosse verdadeiro, esta maioria não perderia a chance de eliminar uma de suas maiores fontes que é, justamente, o financiamento empresarial de políticos”. O deputado apontou a incoerência da maioria: “Quando votamos a redução da maioridade penal, ouvimos muitos discursos alegando que era o que povo queria, mas agora, os 74% da população que são contrários ao financiamento privado não importa mais para eles.”

Também a rejeição ao estabelecimento de um número mínimo de vagas para mulheres no Parlamento, desagradou Bohn Gass: “Venceu o machismo na política. Ao não aceitar a reserva de uma cota mínima de vagas femininas, a maioria da Câmara reforça o atraso histórico que retira das mulheres o poder de decisão político." O texto final teve 420 votos a favor e 30 contra. Bohn Gass foi um dos 30 contrários.

Veja outros pontos aprovados no texto:

- mandato de cinco anos para todos os cargos a partir de 2020, inclusive senador e presidente: os eleitos em 2016 e em 2018 terão mandatos de quatro anos. A transição prevê ainda mandato de nove anos para senadores eleitos em 2018.

- idade mínima de 18 anos para se candidatar a deputado (hoje, é 21),  de 29 para senador (hoje é 35) e de 29 para governador e vice (hoje é 30).

- voto impresso: o eleitor poderá conferir seu voto antes de concluir a escolha

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