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10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O GOLPE QUE ESTÁ EM CURSO NO PAÍS

08/04/2016 07:11

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10 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O GOLPE QUE ESTÁ EM CURSO NO PAÍS

1 - O pedido de impeachment NADA TEM A VER com a Lava Jato. Dilma não é acusada de roubar um único centavo. O pretexto da oposição para impedi-la de governar é a tal “pedalada fiscal”, é um procedimento de rotina em Prefeituras, governos de  Estado e na União. Itamar, FHC e Lula adotaram sem qualquer problema. Dilma não teve vantagem pessoal, tanto que  nem os adversários conseguem acusá-la de qualquer ato de corrupção.

 2 - O impeachment é golpe porque a presidenta só poderia ser afastada se fosse comprovado que ela cometeu um crime. Só que esse crime não aconteceu. O nome de Dilma não aparece em nenhuma investigação de corrupção, pois não existe, contra ela, nem mesma a mínima suspeita.

3 - Ao contrário de Dilma, os políticos que querem impeachment é que são suspeitos de corrupção. Eduardo Cunha (PMDB), por exemplo, é acusado de ter recebido mais de R$ 52 milhões de propina e tinha milhões escondidos na Suíça. Na comissão do impeachment são 65 integrantes e mais da metade, 37, estão na mira da Justiça. Nesse momento, estão tentando fazer um acórdão que inclui tirar Dilma e livrá-los das investigações.

4 - Quem lidera a campanha pelo impeachment é o PSDB, partido DERROTADO em 2014. Seu candidato, Aecio Neves, quer alcançar no tapetão o que não foi capaz de obter nas urnas, desrespeitando o voto de 54.499.901 brasileiros e brasileiras que votaram em Dilma.

5 - Os golpistas têm um projeto, sim. Eles querem revogar a política de valorização do salário mínimo, cortar direitos trabalhistas, terceirizar toda a mão-de-obra, entregar o pré-sal e, ainda, podem privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal além de introduzir o ensino pago nas universidades federais, acabar com o Mais Médicos e reprimir movimentos sociais.

6 - Engana-se quem supõe que a economia vai melhorar se houver impeachment. É o contrário. Todos os fatores que criaram a crise continuarão aí e serão agravados. A instabilidade política será a regra por que os golpistas vão se digladiar pelo poder. Com isso, preços, inflação, desemprego e juros continuarão aumentando.

7 - No plano político, o Brasil mergulhará num período caótico, de forte instabilidade. A derrubada de uma presidenta eleita, sacramentada pelo voto, levará o país em que, pela primeira vez desde o fim do regime militar, estará à frente do Executivo um mandatário ilegítimo, contestado por uma enorme parcela da sociedade.

 8 - O conflito dará a tônica da vida social. As tendências fascistas, assanhadas com o golpe, vão se sentir liberadas para pôr em prática seus impulsos violentos, expressos, simbolicamente, nas imagens de bonecos enforcados exibindo o boné do MST ou a estrela do PT e, de uma forma mais concreta, nas invasões e atentados contra sindicatos e partidos políticos, nos ataques selvagens a pessoas cujo único crime é o de vestir uma camisa vermelha. O líder dessa corrente de extrema-direita, o deputado Jair Bolsonaro, já defendeu abertamente, num dos comícios pró-impeachment, que cada fazendeiro carregue consigo um fuzil para matar militantes do MST.

 

10 -Os sindicatos e os movimentos sociais não ficarão de braços cruzados diante da truculência da direita e da ofensiva governista e patronal contra os direitos sociais durante conquistados nas últimas duas décadas. Vão resistir por todos os meios – greves, ocupações de terras, bloqueio de estradas, tomada de imóveis, e muito mais. O Brasil se tornará um país conflagrado, por culpa da irresponsabilidade e da ambição desmedida de meia dúzia de políticos incapazes de chegar ao poder pelo voto popular. Isso é o que nos espera se o golpe contra a presidenta Dilma vingar.

Mas isso não acontecerá. A mobilização da cidadania em defesa da legalidade e da democracia está crescendo, com a adesão de mais e mais pessoas e movimentos, independentemente de filiação partidária, de crença religiosa e de apoiar ou não as políticas oficiais. A opinião de cada um de nós a respeito do PT ou do governo Dilma já não é o que importa. Está em jogo a democracia, o respeito ao resultado das urnas e à norma constitucional que proíbe a aplicação de impeachment sem a existência de um crime que justifique essa medida extrema. Mais e mais brasileiros estão percebendo isso e saindo às ruas contra os golpistas. Neste dia 31 de março, a resistência democrática travará mais uma batalha decisiva.

É essencial a participação de todos, em cada canto do Brasil. Todos precisamos sair às ruas, em defesa da legalidade, da Constituição e dos direitos sociais. Todos juntos! O fascismo não passará! Não vai ter golpe!

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