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O MUNDO VÊ O GOLPE

26/04/2016 02:58

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O MUNDO VÊ O GOLPE

Ao contrário da mídia nacional, onde os principais jornais, TVs e rádios estão nas mãos de uma meia dúzia de famílias alinhadas com a direita política e a elite rica do país, alguns dos mais importantes veículos de comunicação do mundo estão mostrando o momento político brasileiro como ele realmente é: um golpe! Confira:  

 

The New York Times (mais influente jornal dos EUA)

“Derrubar Dilma sem evidências concretas de corrupção causaria sérios danos à democracia que vem ganhando força nos últimos 30 anos, sem nenhuma contrapartida. E não há nada que sugira que algum dos líderes políticos que querem lhe tomar o lugar faria melhor do que ela em termos de política econômica".

 

Der Sipegel (principal revista da Alemanha)

A matéria sobre a votação do impeachment tem como título “o motim dos hipócritas". Maior revista alemã afirma que o Congresso mostrou sua "verdadeira cara" e, com o uso de meios "constitucionalmente questionáveis", colocou o "avariado navio Brasil" numa "robusta rota de direita". E conclui lembrando que tanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como o vice-presidente Michel Temer são alvos de investigações por corrupção.

Die Zeit (jornal alemão de grande influência)

Para o importante semanário alemão a votação na Câmara "mais parecia um carnaval" e que uma pessoa desavisada que visse a sessão não poderia ter ideia da gravidade da situação. "Nesse dia decisivo para o destino político da sétima maior economia do mundo, o que se viu foram horas de deputados aos berros, que se abraçavam, tiravam selfies e entoavam canções. Nos discursos havia tudo: lembranças aos netos, xingamentos contra a educação sexual nas escolas, paz em Jerusalém, elogio a um torturador do antigo governo militar e assim por diante..."

Süddeutsche Zeitung (forte jornal alemão)

Outro forte jornal da Alemanha diz: "inúmeros parlamentares que impulsionaram o impeachment de Dilma são, eles próprios, alvos de processos por corrupção". O diário diz que o processo contra Dilma é controverso e considerado político. "Contra Dilma nenhum ato de corrupção foi comprovado."

The Guardian (principal jornal da Inglaterra)

Para o mais conceituado jornal inglês, "um Congresso hostil e manchado pela corrupção votou pelo impedimento da presidente.” E destaca que "o ponto mais baixo foi quando Jair Bolsonaro, o deputado de extrema direita do Rio de Janeiro, dedicou seu voto a Carlos Brilhante Ustra, o coronel que comandou a tortura do DOI-Codi durante a era ditatorial". O Guardian considera "improvável" que Temer também perca suas funções por que tem forte apoio da maioria, mas ressalta que o vice-presidente “também praticou pedaladas”.

EL PAÍS (principal jornal da Espanha)

Maior jornal espanhol diz que a votação foi marcada por “tumulto e "cânticos um tanto ridículos” e destaca que a condução de Cunha, acusado de manter contas milionárias na Suíça com dinheiro da Petrobras, é "um sintoma da estrutura moral de boa parte do Congresso brasileiro".

LE MONDE (jornal francês de muita respeitabilidade)

Conceituadíssimo jornal francês diz que Dilma é trabalhadora e determinada. E afirma que as chamadas pedaladas fiscais, ou seja, a liberação de créditos suplementares para maquiar as contas públicas, são apenas um pretexto para o impeachment. “Outros presidentes também recorreram a esta medida e nunca foram punidos”, finaliza o jornal.

 

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