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Bohn Gass reafirma, na Fetag, compromisso contra a reforma da Previdência de Temer

07/02/2017 06:35

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Bohn Gass reafirma, na Fetag, compromisso contra a reforma da Previdência de Temer

 / O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS) reafirmou nesta segunda-feira (6), na sede da Fetag/RS, seu compromisso em votar contrariamente ao projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo Temer ao Congresso. “O que temer mandou não é uma proposta, mas uma ofensa ao homem e à mulher do campo. Se isto for aprovado, o homem e a mulher do campo serão obrigados a trabalhar, sem se aposentar, até morrer.  E os poucos que conseguirem a aposentadoria, possivelmente estarão velhos e doentes demais”, disse Bohn Gass, garantindo que não apenas ele, mas a bancada do PT inteira votará contra a reforma.

Além de Bohn Gass, outros oito deputados e uma senadora estiveram no café da manhã que a FETAG preparou para debater a reforma. O presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, disse aos parlamentares que a reforma de Temer vai deixar o trabalhador rural na miséria, com saúde debilitada e sem renda. Da mesma forma, segundo a Fetag, a reforma causará profundas dificuldades a um grande número de municípios que tem a aposentadoria rural como sua principal base econômica. “Os benefícios rurais são superiores ao Fundo de Participação em centenas de municípios”, alertou Carlos Joel.

Usando números do próprio governo, o presidente da Fetag garantiu que os benefícios rurais não são os responsáveis pelo alegado rombo nas contas da Previdência. O problema está, segundo a entidade, no montante que deixa de ser arrecadado pelo Sistema de Seguridade Social por conta das inúmeras desonerações que o governo pratica. Bohn Gass concorda. E acrescenta: “Este governo Temer não tem coragem de enfrentar os privilégios da Previdência, as aposentadorias abusivas, os exageros nas desonerações. Então, quer sacrificar 95% dos agricultores que, além e contribuírem para o sistema, ganham apenas um salário mínimo de benefício. Esta reforma é uma covardia”, resume o deputado.

CONTRIBUIÇÃO MENSAL E MDA – Para Bohn Gass só um governo que desconhece completamente a realidade do campo brasileiro, pode exigir contribuições mensais de trabalhadores rurais. “A agricultura é uma atividade que gera renda por safra, não por mês. A contribuição, hoje, existe e é feita a partir da produção. Mas o governo Temer, que despreza a agricultura familiar – e a maior prova disso é a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) – agora, com esta reforma covarde, quer exigir contribuições mensais do homem e da mulher do campo. Isso significa sacrificar que mais trabalha e menos ganha”, finaliza o parlamento do PT.

Também estiveram na Fetag os deputados Pepe Vargas e Dionilso Marcon (PT), Assis Melo (PCdoB), Jerônimo Goergen (PP), José Figaça e Alceu Moreira (PMDB), Heitor Schuch (PSB), a senadora Ana Amélia (PP) e um representante do deputado Giovani Cherini (PR).

 

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