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Bohn Gass: "Temos que renegociar a dívida, não liquidar o Estado"

07/04/2017 06:51

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Bohn Gass: "Temos que renegociar a dívida, não liquidar o Estado"

A posição do deputado Bohn Gass sobre o projeto de renegociação das dívidas dos Estados que tramita no Congresso Nacional:

“Lá em Brasília estamos discutindo um projeto do Temer para renegociar as dívidas dos Estados.

Eu defendo que a União renegocie, sim. Até porque, o Governo Federal deve muito dinheiro aos Estados por conta de Lei Kandir.

Então, antes de qualquer coisa, precisamos fazer esse encontro de contas

Mas não é isso o que o Temer tá querendo.

Não, ele se aproveita da dificuldade dos Estados para implantar o projeto o PMDB sempre defendeu e que o PSDB também defende.

Que projeto é esse?

Aquela velha ladainha que o Brizola e o Lula sempre combateram que é resolver as coisas liquidando o patrimônio público e botando a culpa no funcionalismo.

Vamos pensar: quem é que mais governou o Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos? O PMDB!

Simon, Britto, Rigotto e agora Sartori. Quatro vezes PMDB, sempre com

o apoio dos tucanos.

Quando o governo foi da Yeda, quem estava lá, juntinho? O PMDB.

E o que eles sempre fizeram? Venderam o patrimônio público.

Venderam a CRT, lembram? Venderam parte da CEEE, venderam a Companhia de Seguros Gerais. E o que isso adiantou? Nada!

O Britto era governador e o Fernando Henrique era presidente quando eles renegociaram a dívida pela primeira vez.

Eu lembro: eram páginas inteiras nos jornais anunciando que o Rio grande estava salvo.

E hoje o que a gente vê? O Sartori dizendo que o Estado tá quebrado.

Ué, mas então o Britto mentiu? Sim, mentiu.

Mentiu como o Temer está mentindo agora.

Essa agenda aí, minha gente, é tão velha quanto falsa.

E agora ainda é pior. Sim, porque o Temer não exige só que se liquide o nosso patrimônio.

Ele exige também que não se dê aumento para funcionário público, que não se faça mais concurso.

Gente, é o velho Estado Mínimo. O Estado a serviço dos grandes, dos ricos, o Estado privatizado.

Vocês já perceberam que é sempre é assim quando PMDB ou o PSDB governam. E que fica pior quando eles estão juntos como agora, com o Sartori e com o Temer?

Então, o negócio é o seguinte: sou a favor que o Brasil renegocie a dívida do Rio Grande.

Mas isso tem que ser feito sem deixar o Estado à míngua, sem botar a culpa de tudo nos servidores e sem reduzir saúde, educação, segurança.

Não contem com meu voto num projeto que destrói o serviço público e as joias da nossa coroa. É, se deixar, vai vender o que resta da CEEE, a Corsan  e até o Banrisul...

Eu sou a favor do Rio Grande, não do projeto covarde e entreguista do Sartori e do Temer.”

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