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Bohn Gass: "A CNBB está certa e o senhor está errado, presidente Maia"

11/04/2017 08:09

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Bohn Gass: "A CNBB está certa e o senhor está errado, presidente Maia"

Pronunciamento do deputado Bohn Gass em 11 de abril de 2017 no Plenário da Câmara Federal. O deputado refere-se à nota que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) expediu em resposta às críticas da CNBB à reformada Previdência.

"Senhoras deputadas, senhores deputados,

O presidente Rodrigo Maia produziu uma nota em resposta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que fez severas críticas à reforma da Previdência.

Quero dizer ao presidente: neste tema, o senhor não fala por mim.

Inclusive porque este tema sequer foi analisado na totalidade aqui na Câmara. E até as cadeiras já perceberam que o projeto não tem concordância da maioria.

Penso que o deputado Maia confundiu os papéis: agiu como líder do governo e não como presidente da Câmara.

Mas como é um homem articulado, o deputado tentou encontrar os interesses da CNBB dizendo que a Câmara também está preocupada em defender os interesses dos mais necessitados.

Fez isso nas primeiras linhas, mas, em seguida, assumiu a defesa do projeto de Temer ao afirmar que a proposta “vai trazer igualdade ao sistema”.

Não é verdade, presidente. A reforma NÃO PROMOVE IGUALDADE.

Ao contrário, PENALIZA trabalhadores e pessoas mais necessitadas.

E a sua nota não expressa o pensamento desta Câmara, apenas repete os argumentos que o governo escolheu para defender a reforma.

Fala em fim de privilégios – mas nada diz sobre os números desencontrados da seguridade social.

E exatamente como faz o governo, a sua nota diz que se a reforma não for aprovada, a inflação e o desemprego vão crescer.

Ora, deputado Maia, a CNBB é formada por pessoas de altíssimo nível intelectual e a posição da entidade é fruto de minucioso estudo.

Os bispos sabem que a proposta quer, por exemplo, desvincular os benefícios do salário mínimo.

Então, não há como negar que essa proposta de reforma é um verdadeiro crime exatamente contra as pessoas que mais precisam.

Para encerrar, quero dizer ao senhor presidente: a CNBB está certa.

Porque previdência não é uma questão de mercado, é uma questão de humanidade.

Muito obrigado."

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