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Bohn Gass: “Solução de Temer para os passaportes revela que governo despreza a educação, tenta sufocar a PF e é ruim de gestão”

30/06/2017 07:12

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Bohn Gass: “Solução de Temer para os passaportes revela que governo despreza a educação, tenta sufocar a PF e é ruim de gestão”

- Depois que a Polícia Federal suspendeu a emissão de passaportes no país alegando falta de verbas, o governo Temer enviou projeto ao Congresso propondo que R$ 102,3 milhões sejam retirados do Ministério da Educação e repassados ao Ministério da Justiça para resolver o problema. Antes de ir a plenário, o projeto deve ser analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso na próxima terça-feira, mas já tem um voto contrário: o do deputado Bohn Gass (PT/RS), titular da comissão.

“O governo Temer já congelou as verbas para a educação por 20 anos e está sufocando o combate à corrupção com a retirada de recursos da Polícia Federal. Agora, abusa da desfaçatez ao tentar impor aos deputados um falso dilema: ou precarizamos ainda mais a educação, ou aportamos recursos para a polícia. Evidentemente, não aceitaremos nem uma coisa, nem outra”, garante Bohn Gass.

O parlamentar avalia como correta a postura do presidente da CMO, senador Dario Berger (PMDB/SC) que já pediu ao governo que aponte outra fonte de arrecadação para resolver o problema da emissão de passaportes. Bohn Gass também denuncia a manobra governamental que, contrariando a praxe de cinco dias para apresentação de emendas, deu poucas horas para os deputados fazerem alterações. “A intenção impedir que nós disséssemos de onde Temer deveria tirar o dinheiro. Mas, se parasse de criar ministérios para dar foro privilegiado a suspeitos, ou suspendesse o balcão de negócios para tentar aprovar reformas criminosas, sobrariam muito mais do que os 100 milhões de reais que faltam à Polícia Federal”, diz Bohn Gass.

A proposta do governo retira parte do orçamento destinado à educação básica, a programas de alfabetização de jovens e adultos e, ainda, de ações de graduação, pesquisa e extensão. “Ao propor a retirada de recursos dessas áreas, o governo revela duas de suas faces mais perversas: o descaso com a educação e o desmonte dos organismos que combatem a roubalheira. E, ainda, uma terceira mais evidente: a falta de planejamento que expõe a má gestão, já que a Polícia Federal vinha avisando há pelo menos seis meses de que faltariam recursos para a emissão de passaportes”, finaliza o deputado gaúcho.

 

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