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BOHN GASS: “ADIAMENTO DA REFORMA É VITÓRIA DA RESISTÊNCIA. MAS A LUTA COTNINUA."

15/12/2017 02:35

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BOHN GASS: “ADIAMENTO DA REFORMA É VITÓRIA DA RESISTÊNCIA. MAS A LUTA COTNINUA."

// Sem votos para aprovar a criminosa reforma da Previdência, o governo Temer desistiu de levar a proposta à votação este ano. Na quarta, o líder do PMDB, Romero Jucá, já havia antecipado que o governo jogara a toalha. No dia seguinte foi a vez do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), admitir que se a reforma fosse ao Plenário, seria derrotada.

Para o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS), que lutou contra essa reforma desde o primeiro dia em que ela foi apresentada, a desistência do governo foi uma “vitória da resistência”. Mesmo que o governo tenha anunciado que vai voltar à carga já em fevereiro do ano que vem, Bohn Gass considera que impedir a votação esse ano foi o resultado de uma luta que incluiu as oposições, as centrais sindicais, os movimentos sociais e toda a parte da sociedade que não suporta mais ver o governo Temer assaltando trabalhadores e trabalhadoras. Mas Bohn Gass faz um alertA:

“ELES NÃO DESISTIRAM DE ROUBAR AS APOSENTADORIAS. ELES SÓ ADIARAM.  VENCEMOS O PRIMEIRO TEMPO, MAS TEMOS QUE CONTINUAR FIRMES, CONVERSANDO COM AS PESSOAS E MOSTRANDO A ELAS QUE A REFORMA É CRIMINOSA.”

O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), concorda com Bohn Gass: “Foi uma vitória dos partidos de oposição no Congresso Nacional e dos sindicatos e movimentos sociais que ao longo do ano denunciaram e resistiram contra esta perversidade do governo atual”.

Para Zarattini, mesmo com todo o peso do governo, com a compra de apoio parlamentar via emendas e nomeações, mais uma campanha milionária nos meios de comunicação para tentar convencer o povo de que a reforma é necessária, o resultado é que não houve 308 votos necessários à aprovação da PEC. “E vamos continuar na resistência para impedir a votação em fevereiro, como anunciou o presidente Maia.”

Zarattini e Bohn Gass concordam, também, que em 2018 será ainda mais difícil para o governo aprovar a reforma. “Os parlamentares, ao voltarem para suas bases, vão perceber que a população é contrária à PEC da reforma”, diz Bohn Gass. “Quem está em dúvida, vai votar contra; e até os que apoiam o retrocesso poderão rever suas posições, pois o povo não se deixa enganar – a PEC é para cortar direitos e beneficiar ricos, o setor financeiro e os bancos privados que querem obter clientes para fundos privados de previdência”, completa Zaratini.

Para o PT, uma eventual mudança na Previdência só deve ser conduzida por um governo legitimamente eleito pelo povo, o qual possa empreender um processo ouvindo os trabalhadores e empresários. A proposta atual está focada principalmente nas despesas, sem discutir as fontes de financiamento. Além disso, em vez de cortar privilégios, como diz o governo, a PEC penaliza sobretudo os mais pobres.

Protesto – Antes do anúncio do adiamento, Bohn Gass , Zaratini e outros deputados da oposição ao governo Temer estiverame com os grevistas de fome que completaram 10 dias de jejum em protesto contra a reforma. “A bancada do PT tem uma solidariedade irrestrita com o movimento. Estamos juntos nessa luta. Essa reforma é absurda e tira direito do povo brasileiro. Todos sabem que ela prejudica os trabalhadores rurais e urbanos. Essa reforma é criminosa. Eles sabem que não têm votos para a reforma, mas ficam fazendo jogo com o mercado financeiro. Tem gente que ganha dinheiro com essa reforma. Vamos continuar resistindo”, disse Zaratini. “Esses homens e mulheres fizeram o mais corajoso e simbólico protesto: passaram fome agora para que milhões de outros homens e mulheres do Brasil não passem fome no futuro”.

 

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