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Lideranças do PT e de movimentos criticam intervenção no Rio

16/02/2018 05:05

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Lideranças do PT e de movimentos criticam intervenção no Rio

Intervenção militar assinada pelo golpista Temer é criticada por Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, João Paulo Rodrigues e outras lideranças do partido
O governo golpista de Michel Temer decidiu assinar nesta sexta-feira (16) intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro, em ação que pode durar até dezembro. Com isso, as Forças Armadas assumirão todas as atividades de segurança no estado fluminense.
Lideranças do Partido dos Trabalhadores e de movimentos sociais criticaram a ação, classificada como jogada política para tirar foco da derrota na tentativa de aprovar a reforma da Previdência e uma tentativa de mostrar força para setores da população que clamam por mais repressão como solução para a Segurança Pública.
A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou hoje no plenário do Senado que “essa intervenção militar tem caráter político. É uma decisão política de mudar a pauta do país. Vendo que não ia aprovar a reforma da Previdência, mudaram a pauta, resolveram fazer a intervenção no Rio de Janeiro”.
Ela lembrou que nesta semana a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou a campanha da fraternidade com o lema de “superar a violência pela fraternidade”.
A senadora explicou que a decisão tem dois problemas graves. “Não cabe às Forças Armadas cuidar da segurança pública. O problema é o impacto nas comunidades, porque as Forças Armadas não são preparadas para isso, mas para a guerra.”
“Em situações como essa, quando se abre essa exceção, se abre também a possibilidade de você ter uma situação mais contundente de perseguição e repressão aos movimentos sociais”, acrescenta.
Gleisi demonstrou preocupação, “primeiro, porque o governo do Rio de Janeiro deixou passar o Carnaval mesmo sabendo das dificuldades que o estado tinha. E porque o governo federal, sabendo da situação e sabendo que a festa de Carnaval do Rio de Janeiro é uma das maiores festas nacionais, com impacto internacional, não procurou colocar a Força Nacional de Segurança Pública preventivamente no Rio de Janeiro”.
“Será que apostaram jogar no caos, justamente para levar a uma situação como esta?”, questionou a senadora.
Gleisi afirmou que isso leva a uma segunda questão: “É certo que o governo está aqui com a questão da Previdência e é certo que o governo está com muita dificuldade de arregimentar apoio de sua base para aprovar a reforma da Previdência. Seria portanto esta ação também uma ação articulada para justificar a suspensão de uma reforma que o governo sabe que não terá votos?”
Para o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), “o golpista Temer partiu para o tudo ou nada visando conservar o seu bloco no poder: o governo impopular começará a travar uma nova Guerra das Malvinas. De quebra, arrumou uma saída ‘honrosa’ para evitar a derrota na reforma da Previdência.”
Ele ainda afirmou que o governo de Pezão termina dez meses antes com um legado de estado falido, economia em crise, servidores insatisfeitos, desemprego galopante e uma crise na segurança terceirizada para o governo federal.
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que “o governo Temer aprofunda o Estado de Exceção ao decretar intervenção federal na segurança no Rio de Janeiro. Uma medida desnecessária e populista. Bastava baixar um decreto de Garantia de Lei e Ordem (GLO) e a partir dai as Forças Armadas coordenariam a segurança pública no Rio”.
Segundo Teixeira, a decisão foi uma “Bolsonarização” do governo Temer. “Desgastado e incapaz de entregar a destruição da proteção previdenciária que os bancos chamaram de ‘reforma da Previdência’, Temer tenta se salvar na busca de apoio à guerra que agora travará com tropas nas ruas e suspensão de direitos civis.”
“Antecipam o clima de tensão que as greves contra a reforma da Previdência e a ameaça de prisão do Lula vão levar ao país”, avaliou. “A solução para o Rio é mais complexa e requer soluções mais precisas.”
Segundo João Paulo Rodrigues do MST, a avaliação geral do movimento é que com as denúncias contundentes aos governo golpista que apareceram no carnaval e a derrota anunciada na reforma da Previdência, “essa intervenção no Rio de Janeiro é uma resposta da direita contra o povo, contra os trabalhadores, e uma forma de tirar o foco dessa derrota deles e transformar o tema da segurança pública, da repressão, como um tema de propaganda para a classe média que vive com medo”.
“Lógico que para nós dos movimentos populares essa intervenção não ajudará em nada, pelo contrário, ela aumentará as contradições”, afirma Rodrigues, destacando que o exército não tem capacidade nem formação para lidar com segurança pública.
“A nossa batalha continua sendo fazer a luta contra a reforma da Previdência, derrotar de vez esse fantasma que tanto assustou o povo nesse último período, continuar na luta em defesa da democracia e do presidente Lula para que de fato tenha o direito de ser candidato e por fim pautar, junto aos movimentos populares, a luta contra a violência, em especial a luta contra a repressão e o genocídio que vive nas principais periferias das grandes cidades do país”, concluiu.
Alternativas
A senadora Gleisi Hoffmann também destacou em sua fala que antes do Carnaval o governo do Rio de Janeiro já poderia ter solicitado a Força de Segurança Nacional, melhor preparada para ações em ambiente urbano, como foi feito na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.
“Não me lembro em um tempo recente de nossa história que tenhamos tido uma intervenção dessa ordem em qualquer estado brasileiro. Inclusive passamos por momentos grandes no país de tensão com segurança pública, com a Copa do Mundo e com as Olimpíadas e o que foi utilizado preventivamente foi a Força Nacional de Segurança Pública, que é baseada na força de paz das Nações Unidas, da ONU. É uma cooperação entre a segurança pública dos estados e também a polícia federal e as forças de segurança da união”, afirmou Gleisi
Da Redação da Agência PT de Notícias

Intervenção militar assinada pelo golpista Temer é criticada por Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, João Paulo Rodrigues e outras lideranças do partido

 

O governo golpista de Michel Temer decidiu assinar nesta sexta-feira (16) intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro, em ação que pode durar até dezembro. Com isso, as Forças Armadas assumirão todas as atividades de segurança no estado fluminense.

Lideranças do Partido dos Trabalhadores e de movimentos sociais criticaram a ação, classificada como jogada política para tirar foco da derrota na tentativa de aprovar a reforma da Previdência e uma tentativa de mostrar força para setores da população que clamam por mais repressão como solução para a Segurança Pública.

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou hoje no plenário do Senado que “essa intervenção militar tem caráter político. É uma decisão política de mudar a pauta do país. Vendo que não ia aprovar a reforma da Previdência, mudaram a pauta, resolveram fazer a intervenção no Rio de Janeiro”.

Ela lembrou que nesta semana a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou a campanha da fraternidade com o lema de “superar a violência pela fraternidade”.

A senadora explicou que a decisão tem dois problemas graves. “Não cabe às Forças Armadas cuidar da segurança pública. O problema é o impacto nas comunidades, porque as Forças Armadas não são preparadas para isso, mas para a guerra.”

“Em situações como essa, quando se abre essa exceção, se abre também a possibilidade de você ter uma situação mais contundente de perseguição e repressão aos movimentos sociais”, acrescenta.

Gleisi demonstrou preocupação, “primeiro, porque o governo do Rio de Janeiro deixou passar o Carnaval mesmo sabendo das dificuldades que o estado tinha. E porque o governo federal, sabendo da situação e sabendo que a festa de Carnaval do Rio de Janeiro é uma das maiores festas nacionais, com impacto internacional, não procurou colocar a Força Nacional de Segurança Pública preventivamente no Rio de Janeiro”.

“Será que apostaram jogar no caos, justamente para levar a uma situação como esta?”, questionou a senadora.

Gleisi afirmou que isso leva a uma segunda questão: “É certo que o governo está aqui com a questão da Previdência e é certo que o governo está com muita dificuldade de arregimentar apoio de sua base para aprovar a reforma da Previdência. Seria portanto esta ação também uma ação articulada para justificar a suspensão de uma reforma que o governo sabe que não terá votos?”

Para o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), “o golpista Temer partiu para o tudo ou nada visando conservar o seu bloco no poder: o governo impopular começará a travar uma nova Guerra das Malvinas. De quebra, arrumou uma saída ‘honrosa’ para evitar a derrota na reforma da Previdência.”

Ele ainda afirmou que o governo de Pezão termina dez meses antes com um legado de estado falido, economia em crise, servidores insatisfeitos, desemprego galopante e uma crise na segurança terceirizada para o governo federal.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que “o governo Temer aprofunda o Estado de Exceção ao decretar intervenção federal na segurança no Rio de Janeiro. Uma medida desnecessária e populista. Bastava baixar um decreto de Garantia de Lei e Ordem (GLO) e a partir dai as Forças Armadas coordenariam a segurança pública no Rio”.

Segundo Teixeira, a decisão foi uma “Bolsonarização” do governo Temer. “Desgastado e incapaz de entregar a destruição da proteção previdenciária que os bancos chamaram de ‘reforma da Previdência’, Temer tenta se salvar na busca de apoio à guerra que agora travará com tropas nas ruas e suspensão de direitos civis.”

“Antecipam o clima de tensão que as greves contra a reforma da Previdência e a ameaça de prisão do Lula vão levar ao país”, avaliou. “A solução para o Rio é mais complexa e requer soluções mais precisas.”

Segundo João Paulo Rodrigues do MST, a avaliação geral do movimento é que com as denúncias contundentes aos governo golpista que apareceram no carnaval e a derrota anunciada na reforma da Previdência, “essa intervenção no Rio de Janeiro é uma resposta da direita contra o povo, contra os trabalhadores, e uma forma de tirar o foco dessa derrota deles e transformar o tema da segurança pública, da repressão, como um tema de propaganda para a classe média que vive com medo”.

“Lógico que para nós dos movimentos populares essa intervenção não ajudará em nada, pelo contrário, ela aumentará as contradições”, afirma Rodrigues, destacando que o exército não tem capacidade nem formação para lidar com segurança pública.

“A nossa batalha continua sendo fazer a luta contra a reforma da Previdência, derrotar de vez esse fantasma que tanto assustou o povo nesse último período, continuar na luta em defesa da democracia e do presidente Lula para que de fato tenha o direito de ser candidato e por fim pautar, junto aos movimentos populares, a luta contra a violência, em especial a luta contra a repressão e o genocídio que vive nas principais periferias das grandes cidades do país”, concluiu.

Alternativas

A senadora Gleisi Hoffmann também destacou em sua fala que antes do Carnaval o governo do Rio de Janeiro já poderia ter solicitado a Força de Segurança Nacional, melhor preparada para ações em ambiente urbano, como foi feito na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.

“Não me lembro em um tempo recente de nossa história que tenhamos tido uma intervenção dessa ordem em qualquer estado brasileiro. Inclusive passamos por momentos grandes no país de tensão com segurança pública, com a Copa do Mundo e com as Olimpíadas e o que foi utilizado preventivamente foi a Força Nacional de Segurança Pública, que é baseada na força de paz das Nações Unidas, da ONU. É uma cooperação entre a segurança pública dos estados e também a polícia federal e as forças de segurança da união”, afirmou Gleisi

Da Redação da Agência PT de Notícias

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