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“O povo tem poder e obrigou Temer a desistir da reforma da Previdência”, diz Bohn Gass

21/02/2018 03:10

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“O povo tem poder e obrigou Temer a desistir da reforma da Previdência”, diz Bohn Gass

Brasília - 21 de fevereiro de 2018 - O deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) celebrou a notícia de que o governo ilegítimo de Temer desistiu, ao menos momentaneamente, da maldita reforma da Previdência. “Desde que essa gente tomou o poder, foi tão grande a sucessão de medidas cruéis, sempre com o aval imediato da maioria golpista do Congresso, que a classe trabalhadora ficou atordoada. Mas, enfim, o povo conseguiu reagir e barrou a reforma da Previdência. O governo não teve os votos porque o povo deu um basta. Deputados e senadores que apoiam Temer se viram obrigados a ouvirem a voz das ruas. O fim da reforma foi uma vitória da mobilização, da resistência popular”.

O deputado gaúcho vê o governo Temer como um bando de pistoleiros rápidos no gatilho. “Seus tiros aleijaram muita gente. Desvalorizaram o trabalho com a terceirização, rasgaram a CLT com a reforma trabalhista, reduziram o acesso e as verbas no ensino público, estão sucateando o SUS e trazendo a miséria de volta à agricultura familiar. Além disso, anistiaram sonegadores e latifundiários e, ainda, cometeram crimes ambientais. Tudo isso reduziu renda, precarizou salários, envergonhou o país no mundo, deixou mais gente doente e com menos educação. A fome voltou!  Tudo em pouco mais de um ano!...”

Mas, na última segunda-feira (19), um alento: o governo anunciou oficialmente que a Reforma da Previdência foi retirada da pauta do Congresso e não será mais votada esse ano.

A justificativa oficial é a intervenção federal no Rio de Janeiro. Representantes de Temer admitiram que haveria “insegurança jurídica” sobre a possibilidade de discutir a reforma em plena intervenção. E até mesmo a brecha aberta pelo próprio Temer em discurso - suspender o decreto de intervenção temporariamente apenas para promulgar as alterações na aposentadoria – foi descartada. “A verdade é que eles não conseguiram os 308 votos para aprovar esse crime contra os aposentados”.

A segunda-feira (19) fazia parte do Calendário Nacional de Lutas e deu sequência às mobilizações ocorridas no ano passado cujos momentos mais relevantes foram a Greve Geral em 28 de abril e a Ocupação de Brasília em  24 de maio. “O fato é que em todo país protestos, atos e paralisações mobilizaram professores, estudantes, aposentados, metalúrgicos, bancários, petroleiros, rodoviários, trabalhadores sem moradia e sem-terra quem, juntos, impuseram ao governo Temer aquela que foi, até agora, sua maior derrota. Isso, apesar de eles terem gasto milhões em propaganda mentirosa nas tvs e de terem comprado até as capas de três das maiores revistas do país”.

Agora, Bohn Gass considera essencial que os trabalhadores se mantenham em alerta e não se desmobilizem. “Porque os ataques golpistas vão continuar acontecendo”.

 

Foto Alexandre Masotti/Divulgação: Bohn Gass: "Desde o Ocupa Brasília, no ano passado, a luta vinha acumulando forças e, finalmente, conseguimos barrar essa reforma criminosa da Previdência"

 

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