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Bohn Gass propõe Frente Parlamentar CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA REFAP

30/05/2018 08:45

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Bohn Gass propõe Frente Parlamentar  CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA REFAP

// Em apenas um dia (terça, 29), 109 parlamentares federais já assinaram o pedido do deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) para criação da Frente Parlamentar em Defesa das Refinarias Alberto Pasqualini (REFAP) no Rio Grande do Sul, Presidente Getúlio Vargas (REPAR) no Paraná, Landulpho Alves Mataripe (RLAM) na Bahia e Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco. A Petrobras colocou à venda 60% de sua participação nessas quatro unidades de refino. A Frente Parlamentar quer impedir a concretização dessa venda por considerar que essas refinarias são essenciais e estratégicas para que a Petrobras possa cumprir sua verdadeira função, que é ser reguladora dos preços dos combustíveis no Brasil. Vender essas refinarias significa dizer que é o mercado quem vai determinar o preço do gás de cozinha, da gasolina e do diesel”, diz Bohn Gass.

O fato de as quatro refinarias serem as principais responsáveis por toda a produção de petróleo e derivados em dois grandes blocos regionais do país (REFAP e REPAR no Sul, RLAM e RNEST no Nordeste), segundo Bohn Gass gera um apoio “quase natural” dos parlamentares desses locais.

“A venda desses ativos é exemplo concreto da desnacionalização da nossa indústria de petróleo e derivados pelo governo Temer, com o tucano Pedro Parente na Petrobras.  Quem teria interesse na REFAP, por exemplo, senão a Shell, a Exxon ou outra petrolífera multinacional? Trata-se de uma questão estratégica para o país: enquanto nós defendemos o fortalecimento da maior estatal brasileira, o governo atua para enfraquecê-la. Os efeitos dessa opção privatista já se fizeram sentir pela população: aumentos diários nos preços e uma greve de caminhoneiros que parou o país”, diz o coordenador da Frente Parlamentar.

R$ 45 BILHÕES - Juntas, as quatro refinarias processaram cerca de 30 milhões de m³ de petróleo em 2017, o que correspondeu a 35% de todo o refino nacional, com um faturamento anual bruto de R$ 47,5 bilhões. “Todas têm mercado cativo e seus resultados operacionais e financeiros semelhantes a instalações desse tipo no mundo. Além disso, estão operando abaixo da sua capacidade produtiva, o que significa que podem render ainda mais. Então, que não se tente dizer que essas unidades dão prejuízo porque isso é uma mentira”, afirma Bohn Gass.

Outro argumento que foi utilizado para a formação da Frente é que, hoje, o lucro das atividades da Petrobras fica no país e é reinvestido pela estatal majoritariamente aqui.  “Se as refinarias forem vendidas, o lucro acabará será remetido ao exterior. Ninguém me convence de que isso é um bom negócio”, finaliza Bohn Gass.

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