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Dia do Colono e Motorista - Bohn Gass: “Trabalho para garantir que agricultura familiar sobreviva aos ataques que vem sofrendo”

23/07/2019 05:35

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Dia do Colono e Motorista - Bohn Gass: “Trabalho para garantir que agricultura familiar sobreviva aos ataques que vem sofrendo”

// Prioridade é assegurar trabalho e renda ao homem e à mulher do campo

Autor de vários projetos de lei que visam garantir a continuidade da agricultura familiar, melhorar a qualidade de vida e assegurar direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, especialmente rurais, e de categorias como a dos motoristas, o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT/RS) se mostra preocupado com o futuro dessas categorias.

“No 25 de julho, penso que a melhor maneira de homenagear essa brava gente é  aprovar alguns projetos como a PEC da Agricultura Familiar, que obriga os governos a manterem políticas públicas específicas para a atividade rural familiar, e como o que reajusta o salário mínimo com ganho real. Se conseguirmos incluir na Constituição a obrigatoriedade de medidas dirigidas à agricultura familiar e se o salário mínimo se mantiver acima da inflação, o campo ainda terá futuro”.

Bohn Gass fez esses e diversos outros projetos direcionados à população rural como o que dá prioridade ao agricultor familiar em caso de falência das empresas compradoras de seus produtos ou o que garante o caráter filantrópico dos serviços de assistência técnica e extensão rural.

“É preciso proteger os colonos que vendem sua produção para grandes empresas e facilitar o acesso da pequena propriedade às informações e inovações que garantem maior produtividade e proteção ambiental”.

O deputado gaúcho também atua fortemente no Congresso Nacional para que os bons pagadores do Banco da Terra recebam descontos em seus financiamentos e, ainda, que possam renegociar suas dívidas em condições favoráveis.

“Exigimos que os agricultores familiares tenham, no mínimo, os mesmos descontos e anistias concedidos pelo governo aos latifundiários.”

REFORMAS – Nascido para a política como associado e dirigente de um sindicato de trabalhadores rurais, Bohn Gass mantém a agricultura familiar como eixo central de seu mandato. Por isso, tem usado todos os espaços para denunciar que “o colono e a colona estão sob ataque” e afirmar que “só no tempo da escravidão, a massa assalariada foi tão massacrada quanto agora, no período Temer/Bolsonaro.” E, ainda, que “o homem e a mulher do campo foram as maiores vítimas da aprovação da reforma trabalhista de Temer e continuam sendo penalizados com a tentativa de aprovação da reforma da Previdência de Bolsonaro”.

Sendo assim, o deputado diz que é preciso agradecer os colonos, as colonas e aos homens e mulheres motoristas na data dedicada a eles e elas, mas diz não ver o que comemorar já que, no atual momento, essas categorias estão sendo extremamente prejudicadas.

Bohn Gass cita a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário pelo governo Temer e o fim do Plano Safra da Agricultura Familiar por Bolsonaro como exemplos do desprezo.

“Acabaram as políticas públicas específicas da agricultura familiar e os juros nos financiamentos, que no tempo de Lula chegaram a ser negativos, agora são os maiores das duas últimas décadas”.

O abandono da agricultura familiar e o roubo de direitos trabalhistas é, conforme Bohn Gass, uma escolha desses governos.

“Por afinidade de interesse, eles priorizam a agricultura empresarial em detrimento do modelo familiar e agroecológico. Nesse modelo, os direitos dos empregados e os subsídios a setores de menos favorecidos, são vistos como gastos. É assim que eles tentam justificar, por exemplo, os preços abusivos de combustíveis que atingem toda a população, mas, especialmente, os motoristas, caminhoneiros e a agricultura familiar que, sabemos, não se faz sem diesel.”

Para o deputado do PT, a combinação das duas reformas, mais a política privatista de liquidação do patrimônio público explica a atual paralisia econômica do Brasil, o aumento do desemprego, o empobrecimento da população, a redução da produção de comida e o fim de qualquer perspectiva de futuro para os trabalhadores.

“Acabaram com a CLT, reduziram salários, roubaram direitos e o que conseguiram? Uma multidão de gente que já nem procura mais emprego. Agora, querem reduzir os benefícios previdenciários. A fome voltará no campo e na cidade. Não há desenvolvimento. Nossos setores estratégicos estão sendo liquidados. Comida, diesel, saúde, moradia, educação, gasolina. tudo mais caro. Essa é a realidade de quem trabalha no campo ou como motorista. Comemorar o quê?”

 

João Maneco (619930030591) – assessoria de imprensa Bohn Gass

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