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BOLSONARO TRAI ACORDO COM CONGRESSO E VETA VERBAS DA EMBRAPA, IBGE, FIOCRUZ E IPEA

19/12/2019 08:08

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Brasília - Por meio de seus líderes no Congresso Nacional, o governo Bolsonaro assumiu um compromisso com senadores e deputados da Comissão Mista de Orçamento (CMO): de que se eles aprovassem o Orçamento, não haveria cortes ou contingenciamentos nas áreas de pesquisa e inovações. O compromisso foi assumido quando estava em debate o PLN 51/2019, que destinava verbas para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Mas acabamos de confirmar que este governo não tem palavra, não é confiável. Na CMO há deputados e senadores de oposição, mas a maioria é de apoiadores do governo. Ou seja, Bolsonaro traiu até mesmo sua base”, analisa o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) depois de saber que Bolsonaro vetou dois dispositivos aprovados na última terça-feira (17) pelo Congresso por meio do PLN 51/2019.

Um dos pontos vetados é o que proibia o contingenciamento de despesas com pesquisas e inovações para a agropecuária. “Mas não foi só isso. O governo vetou, também, o dispositivo que impedia de contingenciar emendas apresentadas pelas comissões, pelas bancadas dos estados e pelo próprio relator-geral”, detalha Bohn Gass para afirmar, em seguida: “Bolsonaro pensa que o Brasil é uma monarquia e que ele é o rei.”

O deputado gaúcho exemplifica: o relator aumentou o orçamento da Saúde em R$ 6 bilhões para 2020 e o da Educação em R$ 1 bilhão, mas com o veto de Bolsonaro esses valores poderão podem ser contingenciados no ano próximo ano. “Por essas e outras, como a ameaça de AI-5, é que o Brasil não atrai investimentos. Quem se aventuraria a negociar com um país tão instável cujo presidente sequer cumpre compromissos assumidos com a sua própria base?”, questiona Bohn Gass.

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