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EM 30 ANOS País tem a menor desigualdade

29/11/2012 12:21

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EM 30 ANOS País tem a menor desigualdade

Publicado no jornal Zero Hora de 29 de novembro de 2012:

Por Vanessa Beltrame

A desigualdade de renda atingiu o menor índice dos últimos 30 anos no Brasil. De acordo com dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Coeficiente de Gini, que mede a distribuição de renda, caiu de 0,564 em 1981 para 0,508 em 2011. O índice varia de zero a um, sendo que uma sociedade com total igualdade teria coeficiente igual a zero.

Como na escala o Brasil ainda está mais próximo de um do que de zero, o que significa que as alterações concretas são pouco substanciais, não há muitos motivos para comemorar. Em 2011, os 20% mais ricos do país detiveram quase 60% da renda total no país, recebendo 16,5 vezes mais do que os 20% mais pobres. Dez anos antes, a razão era apenas um pouco maior: cerca de 24 vezes mais.

Segundo o professor Sabino Porto Junior, do Programa de Pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um dos fatores que explicam a redução do índice, além do Plano Real e da estabilidade da macroeconomia, é a expansão de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

– Comparados com países de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado, ainda estamos em um patamar alto de desigualdade de renda. Temos um dos coeficientes mais altos do mundo – explica Porto Junior.

Coeficiente começou a ser calculado na década de 1960

De acordo com o supervisor de informações do IBGE no Rio Grande do Sul, Ademir Koucher, o coeficiente de Gini começou a ser calculado ainda nos anos 1960, mas não levava em conta as comunidades rurais de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Para Koucher, o estudo aponta melhora nas condições de vida dos brasileiros.

Um indicativo é o aumento de adolescentes em idade escolar que não trabalha, só estuda. Entre os jovens de 16 e 17 anos de idade, 59,5% se dedicam exclusivamente aos bancos escolares, enquanto este índice era de 53,2% em 2001.

vanessa.beltrame@zerohora.com.br

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