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Bohn Gass: Plano Safra da Agricultura Familiar tem o menor juro da história

01/07/2011 03:00

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Deputado diz que expectativa é de 280 mil contratos de Pronaf no Rio Grande do Sul, estado que tem maior demanda de crédito agrícola

“O Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 não bateu recorde no volume de recursos, fato que vinha se repetindo a cada anúncio desde o primeiro governo de Lula. Partimos de R$ 2,3 bilhões no último ano de FHC e chegamos aos R$ 16 bilhões no ano passado. Pois teremos, em 2011, os mesmos R$ 16 bilhões. Mas podemos, sim, comemorar um recorde: os juros de 2% ao ano e, para alguns casos, de até 1%, para os financiamentos da agricultura familiar. É o juro mais baixo da história.” Quem comemora é o deputado Elvino Bohn Gass (PT/RS) que viajou até Francisco Beltrão (PR) na manhã desta sexta-feira (1/7) para o anúncio do plano que seria feito pela presidenta Dilma e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. O evento, contudo, foi cancelado por falta de teto no aeroporto municipal Paulo Abdala.

Mesmo sem a cerimônia, as informações do Plano Safra já foram disponibilizadas.  “E o que se pode ver é que o Rio Grande do Sul deve se manter como o Estado que tem a maior demanda de crédito do Pronaf.  A projeção é de que os gaúchos utilizem cerca de R$ 3 bilhões de toda a verba disponibilizada e fechem aproximadamente 280 mil contratos”. Nos financiamentos de até R$ 10 mil, o juro será de 1%; nos maiores, 2%.

Outras novidades que deixam animado o parlamentar gaúcho são a Política de Garantia de Preços Mínimos da Agricultura Familiar e a maior abrangência do Seguro Agrícola. “São reivindicações históricas dos movimentos sociais. Na prática, isto significa diminuir o endividamento, enfim, viver com mais segurança de renda”.

Os movimentos sociais do campo aguardavam o Plano Safra para saber se uma de suas principais pautas no momento – a renegociação de antigas dívidas – estaria incluída no anúncio. Mas o Governo Federal antecipou-se e, já na quarta-feira comunicou a prorrogação, por 60 dias, de todas as dívidas de investimentos das safras anteriores ao período de 2009 e, ainda, a possibilidade de parcelamento, até 2014, dos débitos dos agricultores que receberam crédito emergencial por conta da estiagem.

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