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Bohn Gass: "Rever o monopólio é essencial para o RS ter uma boa malha ferroviária"

26/08/2011 08:11

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Bohn Gass: "Rever o monopólio é essencial para o RS ter uma boa malha ferroviária"

 -  O fortalecimento da malha ferroviária, a inclusão deste tipo de transporte na agenda política do país, considerar a Sul-Norte como o tronco central na Região Sul, e garantir verbas no Plano Plurianual para projetos ferroviários nos três estados do Sul. Estes são os principais pontos da Carta de Porto Alegre, documento que resume a audiência da Frente Parlamentar das Ferrovias realizada nesta sexta-feira, na Capital gaúcha.  

Para o deputado Elvino Bohn Gass (PT), que acompanhou a audiência, a proposta presidente da Frente, deputado Pedro Uczai (PT/SC), de definir como prioritário um trecho dentro do território gaúcho para a ferrovia hoje conhecida como Norte-Sul, é estratégica. “Hoje, já foram investidos mais de R$ 5 bilhões na ferrovia, mas na região Norte. Se não nos mobilizarmos, esta malha ferroviária levará anos para chegar ao Rio Grande do Sul.”

Bohn Gass diz, ainda, que o contrato que deu à América Latina Logística (ALL) o monopólio da concessão para exploração do transportes ferroviário na região Sul, mostrou-se incompetente e precário. “O patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal que foi repassado à ALL, está sucateado. As linhas não atendem as necessidades da produção e, em muitos locais, as melhorias e obras que a empresa se comprometeu em realizar, não aconteceram. Então, antes de qualquer coisa, é preciso rever este monopólio.”

O secretário estadual de infraestrutura e logística, Beto Albuquerque, destacou que, pela primeira vez as unidades federativas da Região Sul não estão disputando espaço entre si, mas agindo unidas em busca do desenvolvimento regional e em total sintonia com o governo federal.

Para o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato e Silva, a decisão de trazer a Sul/Norte até o RS já é uma etapa superada. “Esse ressurgimento das ferrovias se deram em um momento em que o país está economicamente muito bem. É um debate que já está atrasado em pelo menos 25 anos, pois agora temos, conforme a expectativa de desenvolvimento, apenas dez anos para garantir que esse crescimento não seja paralisado por falta de mobilidade”, alertou Perrupato. Quanto à ferrovia Sul/Norte, no trecho entre São Paulo e Rio Grande, a expectativa, se tudo correr sem problemas, é de que os trilhos cheguem ao sul do RS até 2016.

João Manoel de Oliveira – maneco1313@gmail.com – (61) 9303 0591

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